08 maio 2011

Projeto do Ano

Risos, Aplausos e Piruetas

Em 2011, a temática norteadora das ações educativas do Programa Curumim do Sesc Campinas será centrada na relação entre Arte, Circo e Educação. Por meio do trabalho com elementos do universo circense, a equipe de educadores desenvolverá um conjunto de ações educativas que visam o reconhecimento da singularidade da infância (de suas demandas e especificidades), a percepção do contexto individual e social em que as crianças participantes estão inseridas, o desenvolvimento de valores e atitudes com vistas à formação para a cidadania.
Considera-se que o universo circense, além da relevância enquanto expressão artística, é um tema pertinente para desenvolvimento dos processos pedagógicos ao longo do ano, na medida em que potencializará a condução inter e multidisciplinar dos subtemas e das ações práticas que farão parte do cotidiano das crianças do Curumim, bem como possibilitará a utilização de um amplo conjunto de linguagens e recursos nas áreas de música, teatro, esportes, diversidade, literatura, saúde, comunicação, meio ambiente, dança, artes visuais, artes plásticas, entre outras.
Neste contexto, todos os conteúdos serão trabalhados de forma leve, divertida e atrativa, possibilitando às crianças descobertas sobre suas habilidades e potencialidades por meio do clown, malabares, encenações, canto, atividades de equilíbrio e aéreas, mágica, jogos, entre tantos outros elementos que integram este universo. Todas as atividades serão contextualizadas e apropriadas aos espaços e recursos existentes/viáveis na unidade do Sesc Campinas, contando com o suporte de contratações de profissionais especializados para ações específicas.

OBJETIVOS GERAIS
Instigar o imaginário infantil e valorizar o lúdico entre as crianças a partir de ações educativas com elementos do universo circense.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Estimular a propriocepção e a coordenação motora;
- Propiciar autoconfiança, sociabilidade e desinibição;
- Trabalhar o elemento “humor” como elemento de desenvolvimento artístico;
- Estimular a prática da cooperação, respeito e interação com o outro;
- Ampliar conceitos de estética com a caracterização de personagens circenses;
- Conhecer e refletir sobre a estrutura familiar e social dos integrantes do circo;
- Identificar as atividades circenses como parte da cultura corporal;
- Vivenciar o corpo como um instrumento de brincadeira e expressão/manifestação de sentimentos;
- Abordar questões e situações em que o previsível e o imprevisível a parecem.

Oficinas de Abril

Jogo das faces
Durante a oficina com a Família Burg, as crianças puderam perceber que os palhaços, muitas vezes, nem precisam falar para o público saber o que estão sentindo. Podemos perceber pelas expressões de seus rostos e corpos.
De acordo com as crianças, todo mundo é assim. Se uma pessoa está triste, ela fica mais quietinha, com os olhos mais fechados, o corpo meio cansado e um “sorriso para baixo”. Quando alguém está feliz, o corpo fica mais certinho, os olhos brilhantes e o sorriso aparece por qualquer motivo.
Ao confeccionarmos o boneco que podia mudar os olhos e as bocas, brincamos com as expressões faciais. E apareceu boneco de todo tipo, feliz, triste, apaixonado, assustado, medroso, maldoso, bonzinho.... E o mais legal foi misturar tudo!






Fantoche de palhaços
As crianças do Curumim soltaram a imaginação e criaram seus próprios fantoches de palhaços. Com a ajuda de tesouras e cola quente (que a Rosi, a Karina e o Marcelo ficaram responsáveis) apareceram palhaços desdentados e com dentadura, cabeludos e carecas, com nariz vermelho e sem nariz. Tinha palhaço para todos os gostos!!!






Quadrinho
A galerinha do Curumim gosta muito de ouvir uma boa história. Em abril, a escolhida foi O Circo da Lua da Eva Furnari, que conta a história de uma vovó muito especial que faz uma viagem maluca até um circo.
Depois de escutar esta história com cheiro de bolinho de chuva, as crianças fizeram um quadrinho muito bacana, baseados na história.
É fácil de fazer!
Basta pegar um papel e colorir com giz de cera (é importante pintar bem forte), depois precisa passar nanquim em tudo, deixando bem pretinho. Não precisa passar muito, uma camada bem fininha. Se não tiver nanquim, pode ser tinta guache, mas precisa ser bem pouquinho. Depois de secar, é só pegar um palitinho e riscar fazendo aparecer as cores e formando um desenho. Os quadrinhos ficaram lindos!

Mediações de Abril

As mediações deste mês foram incríveis. Tivemos caixas de tesouros, livro de curiosidades sobre futebol, relatos de viagens, brincadeiras, objetos especiais e muito mais. Confira abaixo tudo o que rolou!


Maria Lina – Trouxe uma caixa repleta de objetos especiais que, segundo ela “não valem dinheiro, mas é seu tesouro”. Dentro da caixa havia coleções pedras, imãs, lembranças que seus pais trouxeram de viagens, diário, cadernos com seus poemas e histórias, conchas de Bertioga, lacres de latas, caixinha de economias e muitas outras coisas. Ela disse que guarda as coisas que são importantes para ela.

Rafael Willian – Trouxe um livro com algumas curiosidades sobre o futebol. Contou que treina na escolinha do Corinthians e que gosta de jogar nas laterais. Ele torce pela Ponte Preta, seus jogadores preferidos são Kaká e Messi e disse que quando crescer, se for jogador, vai querer jogar no Palmeiras. Além disso, com a ajuda da Maria Lina para ler, nos contou algumas curiosidades sobre a origem do futebol e sobre a jogadora Marta.

Júlia – Trouxe fotos de uma viagem que fez para Santos com sua irmã, avó e mãe. Ela gostou muito de ficar na praia, de passar pela “ponte gigante” que segundo ela “nunca acabava”, de ir à feirinha de artesanato e de passear de teleférico.

Marina Eduarda – Fez uma brincadeira em roda chamada Maestro. Uma pessoa deve sair da roda e ir dar um passeio longe. Enquanto isso, uma pessoa da roda é escolhida para ser o maestro, que deverá fazer vários movimentos que serão imitados pelos colegas da roda. Quando a pessoa que saiu da roda voltar deve tentar descobrir quem é o Maestro. Ela tem três chances, se não conseguir deverá pagar um mico. A Marina disse que aprendeu este jogo na escola e que gosta muito de brincar.

Annie – Trouxe uma medalha que ganhou na sua academia de natação. Disse que era um festival no qual todos que participaram receberam medalhas. Contou que gosta muito de nadar, que seus estilos preferidos são peito e crawl e que nunca nadou em rios, lagos ou mar, apenas em piscinas.

Ágatha – Trouxe um certificado de honra ao mérito que ganhou na escola em um anjinho, que ganhou no chá de bebê de seu irmão Zac. Ela disse que o Zac ainda não tem nenhum ano, apenas alguns meses. E que quando a mãe dela estava grávida, ela sonhou que teria um irmãozinho e acertou. O certificado é de participação no campeonato que teve na escola de futebol de pino. Ela gostou muito de participar, porém não se lembra direito das regras.

Angelo – Trouxe sua coleção de gibis da Turma da Mônica Jovem. Ele fez uma coisa interessante e diferente, usou o fantoche de palhaço que havia confeccionado no dia anterior para interagir com as crianças. Disse que os gibis tratam de vários assuntos, como por exemplo, quando você se apaixona. Além disso, ele acha que as histórias têm muita emoção.

Rafael – Falou sobre a dengue e disse que trouxe este assunto, pois é muito importante todo mundo tomar cuidado. Disse que os sintomas são febre, dor no corpo, dor de cabeça e manchas pelo corpo, e explicou sobre maneiras de prevenção. Além disso, ele lançou um desafio para que todos os curumins observassem em suas casas lugares onde o mosquito pode ficar: pneus, pratos de vaso, garrafas, baldes.

Felipe – Trouxe um bibelô que sua mãe comprou quando eles foram viajar para Camburiú. Como era muito delicado, acabou quebrando na mochila, mas mesmo assim ele fez questão de passar para todas as crianças verem. O bibelô era uma conchinha e um peixe. Disse que foi de ônibus e parou três vezes durante o percurso e o que achou mais legal foi ver os pescadores com varas e barcos.

Marcelo – Trouxe dois álbuns de figurinhas, um da Copa do Mundo da África do Sul e outro do Campeonato Brasileiro de Futebol. Ele contou que completou apenas o da Copa e conseguiu fazer isso comprando e trocando figurinhas. O do Campeonato Brasileiro ele perdeu o interesse por completar. Mostrou que além das figurinhas dos jogadores, há outras coisas no álbum: curiosidades sobre os jogadores, número de vitórias de cada país, brasões dos times, camisa.

Projetos individuais

“Esse sou eu”
Geisa Regina de Mira Ramos

Formada em Psicologia - licenciatura e bacharelado (formação de psicólogo clínico) pela USC (Universidade do Sagrado Coração) em Bauru. Pós graduação em "Psicologia Junguiana". Formação em "Equoterapia" e "Crianças e Adolescentes em situações de risco". Atuação em consultório, Apae e escola particular durante 8 anos. Trabalhou em acampamentos com monitoria de crianças e adolescentes em período de férias.

Nessa proposta as crianças poderão a partir de das histórias da Coleção Corpim de Ziraldo, focar a atenção para uma determinada parte do seu corpo observando desde a sua forma como a sua real importância, bem como a observação do outro e suas possíveis semelhanças e diferenças.
Ao observar o seu corpo em partes a criança poderá fazer um processo de construção de seu próprio corpo de acordo com a compreensão que estabeleceu de si mesmo.
Além do conhecimento e reconhecimento corporal o projeto possibilita uma aproximação da criança com a literatura e os jogos teatrais.




"Quem inventou a brincadeira?"
Karina Yoshinaga

Formada em Educação Física - licenciatura e bacharelado - pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pós graduada em educação física escolar. Professora da rede pública de ensino, atua há seis anos com crianças da Educação Fundamental 1. Atuou como coordenadora de colônias de férias temáticas por 7 anos e trabalhou em projetos sociais com crianças e adolescentes em situação de risco social por 5 anos, sempre desenvolvendo a temática do Brincar.

A proposta deste projeto é descobrir, junto com as crianças, a maneira como as brincadeiras são perpetuadas de geração para geração. A partir de relatos dos seus pais ou responsáveis, pretendemos verificar quais eram as brincadeiras realizadas por eles e quais delas são de conhecimento das crianças. A partir destes relatos, vamos vivenciar essas brincadeiras com algumas variações e tentar compreender que estas são transmitidas por meio da cultura oral, da observação e da convivência com o outro.






"Nas Cores do Picadeiro"
Rosilaine Cazorla

Funcionária do SESC desde 1999, já trabalhou nas unidades Itaquera e Carmo.
Licenciada em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo tem Especialização em Artes Visuais, Intermeios e Educação pela Unicamp e especialização como Focalizadora de Danças Circulares pela TRIOM Centro de Estudos.

A proposta deste projeto é proporcionar o contato com a estética circense por meio de maquiagem teatral, de forma que a criança possa conhecer e explorar técnicas e materiais apropriados para a composição de uma maquiagem de picadeiro. As técnicas abordadas serão: aplicação da base e mistura de cores, tons em degradê, efeitos com linhas e estilos de palhaço.




"Brincando com Esportes"
Eli Marcelo Crispim Araújo

Formado em Educação Física pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em 2003 e atuando no Programa Curumim desde 2004. Gosta de trabalhar com crianças, principalmnte na área de iniciação em esportes coletivos.

O objetivo do projeto "Brincando com Esportes" é propiciar para as crianças uma vivência em esportes pouco conhecidos. Inicialmente, o contato com a modalidade esportiva será feito por meio de brincadeiras e jogos pré-desportivos, ou seja, jogos muito próximos ao esporte a ser trabalhado, porém com regras mais simples ou alteradas de acordo com a necessidade da turma. Quando for trabalhado o esporte em si, será feito a contextualização do mesmo a partir da sua história. A partir destas vivências, as crianças poderão pensar em outras maneiras de “praticar” ou “brincar” com o esporte, propondo variações das regras.


Destaques de Abril

O mês de abril começou com uma programação que as crianças do Curumim esperam ansiosamente: PISCINA. O pessoal adora cair na água e brincar com os amigos. Todo começo do mês passaremos nossas carteirinhas por lá!!!




QUE TAL SER PALHAÇO MIRIM?

Em abril, alguns palhaços passaram pelo Sesc e deixaram muitas risadas.
A família Burg, formada pelo Ivens, Joana e Guga, ensinou as crianças do Curumim algumas técnicas de palhaçadas. Entre cambalhotas, bananeiras e piruetas eles contaram um pouco sobre como é ser palhaço e responderam a várias perguntas.
As crianças queriam saber sobre os palhaços maldosos e assustadores que viam na televisão e o Ivens explicou que estes não são palhaços, eles apenas se vestem e se pintam, palhaço que é palhaço não assusta faz rir e emociona as pessoas.
O Pedro Machado, no primeiro dia de oficina disse que tinha muito medo de palhaços.
Depois de participar da oficina e conviver com os Burg (que não são donos de uma fábrica de hamburguers, como pensavam algumas crianças) ele disse que palhaço pode ser legal e divertido. E no fim, já estava fazendo várias palhaças! Foi muito bacana!









VISITA A COZINHA

A galerinha do Curumim sabe que o lanche de todo encontro é feito pelo pessoal da cozinha. Porém, muitos não conheciam o funcionamento da lanchonete e por isso nos dias 7 e 8 de abril as crianças colocaram tocas, aventais e fizeram um passeio pela cozinha.
Quem guiou os grupos foi a Liliam, nutricionista do SESC. Ela contou sobre como é pensado o lanche do Curumim, dos motivos para não ter determinados alimentos, como doces e refrigerantes, todos os dias e da importância de uma alimentação balanceada. Os curumins disseram que para ter uma alimentação balanceada é preciso comer um pouco de tudo, sem exageros.
A criançada conheceu o José que recebe e guarda as mercadorias, o Miguel e a Lucime que são cozinheiros, a Eliane que também é nutricionista, a Andréia que ajuda na cozinha e no atendimento e a Diva que prepara o lanche todas as tardes para o Curumim.
Além disso, eles viram as geladeiras (que são bem grandes), os fogões, os fornos e toda a estrutura necessária para uma cozinha que faz tanta comida.
Foi bem legal e o passeio serviu para abrir o apetite da garotada...






Caça aos Palhaços

As crianças do Curumim conheceram um pouco mais sobre a vida do palhaço. E para saber mais sobre grandes palhaços brasileiros, fizeram um caça pelo Sesc noqual precisavam encontrar os nomes destes artistas que foram muito famosos fazendo palhaçadas. A galerinha quebrou a cabeça para desvendar a pista desta brincadeira: um caça palavras. Foram nove lugares escondidos no meio de tantas letras!



E o mais legal depois, foi ver as fotos e conhecer um pouquinho da histórias de alguns destes palhaços!